Desemboco.
Pelo preâmbulo, grande cais ao mar que fustiga, antecipo, a mão ansiosa pousada sobre a testa franzindo-se, uma galera vindoura, por distinguir da nebulosa distância azul. Cintilam mais forte os reflexos de quaisquer feixes de luz, doirados, incontornáveis. A visão, atordoada pela insuficiência de sombra, desprotegida à palpitação inebria o ser e a estética, infernal qual electricidade estática mapeada no ecrã interior onde se procurava a concentração. Medidas as forças, o tempo arrasta consigo o pulso sonhador, rebate a ilusão e afasta a personalidade.
Proa por vir, quando serás a miragem redentora, harmonia de tons na tela que pintarei por fim, os dias meus e nossos? Aporta na enseada do meu espírito, que embarcarei pleno e artístico cumpridor da maré irradiada pela verdadeira côr de mim. Até lá, mergulho a cada sétima onda num amor oceânico, sua ilustração incerta e fugaz.